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Como reduzir o custo do papel higiénico e do sabão das mãos

Por: JORGE SANCHEZ - Categorias: Default
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Como reduzir o custo dos consumíveis de higiene num edifício com muita afluência

Papel higiénico e sabão das mãos são os dois consumíveis que mais sobem numa fatura de limpeza e os que quase ninguém controla. A razão é simples: são comprados em piloto automático, sempre que alguém avisa que estão a acabar, sem ninguém olhar para o consumo real por pessoa nem para o formato em que são servidos ao utilizador.

Isso funciona em escritórios pequenos. Num colégio, uma residência de idosos, um hotel, um centro comercial, um aeroporto ou uma empresa com turnos, o desperdício multiplica-se por mil utilizadores e a conta no fim do ano assusta. E a parte incómoda é que a maior fatia do desperdício não vem do preço do papel, vem da forma como ele é colocado no wc.

Porque é que a fatura da higiene dispara sem dar por isso

Há quatro mecanismos, e nenhum deles se resolve negociando cinco cêntimos no rolo.

  • Formato errado para a intensidade de uso. Um rolo doméstico num wc com duzentas passagens por dia acaba em horas, obriga a repor dezenas de vezes e multiplica mão-de-obra. O industrial não é mais caro: rende mais por hora de trabalho.
  • Dispensação livre. Rolo solto e sabão em garrafa aberta significam consumo sem limite. É ali que se perde a maior parte do dinheiro.
  • Rutura em hora de ponta. Quando o papel acaba às onze da manhã, alguém sai a correr a comprar num supermercado e paga preço de retalho por um produto pior.
  • Comprar de forma reativa. Sem histórico de consumo não há previsão, e sem previsão compra-se caro, pouco e tarde.

Os cinco movimentos que baixam a fatura

  1. Medir antes de decidir. Escolha dois ou três postos representativos, conte o consumo durante uma semana e calcule a média por pessoa e por dia. Esse número é a sua base: passa a saber se está a comprar a mais ou a menos, e consegue comparar formatos com dados em vez de intuições.
  2. Instalar dispensadores de alta capacidade. Um dispensador de bobina central de 190 metros ou uma massa industrial de 18 rolos cortam o número de reposições semanais e o número de intervenções da equipa. A poupança vem da mão-de-obra, que é o custo grande.
  3. Passar do líquido para a espuma. O sabão em espuma com doseador de pulsar gasta entre metade e um terço do produto por lavagem, e lava melhor. É a mudança com melhor retorno por euro investido.
  4. Escolher produto que resista ao uso real. Um papel com boas camadas e certificação ecológica suporta o uso intensivo, evita duplicar tiradas e reduz reclamações de utilizadores. Papel barato que rasga acaba a gastar duas vezes.
  5. Fechar um contrato de reposição em vez de comprar ao impulso. Unidades fixas por período, referências fixas e um responsável por conferir stock. Elimina compras de emergência e o sobrepreço que vem com elas.

Os formatos de papel, e para que serve cada um

SituaçãoFormatoPorquê
Wc de passagem intensa (centro comercial, aeroporto, hotel)Bobina central de grande metragemCorta reposições, aguenta horas de ponta, menos mão-de-obra
Wc de residência, empresa, colégioMassa industrial de 18 rolosEquilíbrio entre rendimento e custo, fácil de armazenar
Wcs de baixa utilização ou zonas de públicoRolo doméstico com dispensadorSuficiente, e com dispensador deixa de haver desperdício livre
Copas, refeitórios e balneáriosRolo de cozinha industrial e toalha de mãoAbsorve mais, resiste a sujidade e gordura, reduz o consumo em papel solto

O sabão das mãos: o erro que quase todos cometem

O sabão das mãos é tratado como um detalhe e é onde se perde margem sem se notar. Três condições, por esta ordem:

  • Doseamento fechado. O doseador tem de servir sempre a mesma quantidade, sem depender de quem aperta. É a diferença entre um litro por cem lavagens e um litro por quarenta.
  • Recarga compatível e fixa. Recargas oficiais para cada doseador, com referência fixa. Recargas de outro fabricante estragam o mecanismo e obrigam a substituir equipamento antes do tempo.
  • Produto adequado ao local. Sabão espuma normal para wcs gerais, antisséptico para zonas com exigência sanitária, cosmético hidratante em zonas de público e balneários.

Onde está o sobrepreço que ninguém vê

Há um erro repetido em empresas, colégios e residências: comprar o papel e o sabão à mesma empresa que presta o serviço de limpeza. Parece cómodo, uma fatura só e um único interlocutor, mas o consumível é justamente onde esse fornecedor recupera a margem que não consegue tirar no serviço.

Três consequências práticas:

  1. Sobrepreço escondido na linha de consumíveis. A prestação do serviço fecha-se apertada e a margem vai para o papel e o sabão, que quase nunca são comparados com o mercado.
  2. Catálogo curto. Quem limpa não é quem distribui consumíveis, e portanto oferece duas ou três referências quando existem dezenas. Falta-lhe o formato certo para o seu wc.
  3. Sem escala de compra. Quem compra consumíveis para limpar não tem o volume nem o preço de um distribuidor dedicado.

O que resolve isto não é trabalhar com mais fornecedores, é separar as duas coisas. Mantenha quem limpa a limpar e comprar o consumível a quem só faz isso, com catálogo completo e um preço por metro, por lavagem ou por dose que se possa comparar. Já vimos instalações reduzirem entre vinte e quarenta por cento a fatura de higiene apenas com esta reorganização e a troca de doseadores.

Como organizar isto em quatro passos, sem projeto nenhum

  1. Inventário. Liste todos os postos de wc, copas e balneários, com o formato que usam hoje e a frequência de reposição observada.
  2. Definição de formatos. Atribua a cada tipo de posto o formato e o dispensador que fazem sentido, do industrial ao doméstico. Um formulário serve.
  3. Contrato de reposição. Determine consumo médio por período e feche um fornecimento periódico com um responsável interno por conferir stock a cada quinze dias.
  4. Revisão a três meses. Compare o consumo por pessoa com a base inicial e ajuste. Um edifício muda de hábitos e os formatos têm de acompanhar.

Que material faz falta ter sempre em stock

Numa instalação com afluência, uma rutura em hora de ponta custa mais do que meses de stock parado. Vale a pena manter sempre:

  • Papel higiénico no formato principal do edifício, com duas a três semanas de cobertura.
  • Rolos de cozinha industriais para copas e refeitórios.
  • Recargas de sabão compatíveis com cada doseador instalado, na referência exata.
  • Recambios de toalha de mão e de doseadores, para não parar um posto por uma peça.
  • Produto desinfetante para wcs e superfícies de contacto, dentro da mesma rota de reposição.

Perguntas frequentes

Vale a pena mudar de rolo doméstico para papel industrial?

Se o wc tem mais de cinquenta passagens por dia, sim. O custo por metro é menor, a reposição cai e a poupança maior é a mão-de-obra de quem repõe.

O sabão em espuma é mesmo mais económico?

Sim, e por duas vias: cada dose é menor porque é espuma e o doseador fecha a quantidade. Na prática gasta-se menos produto por lavagem do que com sabão líquido servido à mão.

Posso usar recargas de outro fabricante no meu doseador?

Não é recomendável. O encaixe e a viscosidade do produto são calculados para o equipamento; uma recarga alheia entope ou desregula o mecanismo e acaba por custar o equipamento novo.

Quantos formatos diferentes devo ter no mesmo edifício?

Dois ou três, no máximo. Um industrial para wcs de passagem intensa, um doméstico para wcs pequenos e um rolo de cozinha para copas e refeitórios. Mais referências complicam o armazém sem baixar a fatura.

Fale com um comercial e feche a conta em cinco minutos

Se nos disserem a tipologia dos postos, a afluência aproximada e o que usam hoje, preparamos uma proposta de formatos e um plano de reposição com preço por metro ou por dose. Sem compromisso.

Escreva para [email protected] e peça um orçamento, ou consulte diretamente as nossas categorias de papel higiénico, sabão para as mãos e dispensadores.

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